FONTES
 
Fontes extraídas do livro de Vera Ferreira, filha de Expedita, neta de Lampião e Maria Bonita, Um livro baseado nas histórias que levantou ao longo de seus 27 anos de pesquisa. Sua dedicação não conhece limites, seus esforços não se medem nem pelo tempo nem pelo cansaço físico. A escassez de recursos é apenas mais um obstáculo a ser vencido.
Mas pode-se dizer que o que Vera faz é muito mais abrangente que pesquisa, pois na verdade ela cresceu ouvindo contar histórias sobre seus avós. Seu cotidiano, desde criança, é enriquecido pela companhia de pessoas que viveram essas histórias.
No seu  livro, Vera procura mostrar a história de seu avô, esclarecer a verdade dos fatos, separar a ficção da realidade através de uma leitura clara, objetiva e, apesar dos laços de família, imparcial. Um livro, como ela mesma diz, com início, meio e fim.
Há muitos anos Vera Ferreira vem mantendo contato com autoridades, buscando apoio para reconstruir a história do cangaço e preservar depoimentos, material iconográfico, objetos e pertences de cangaceiros. Sua tarefa nem sempre é encorajada. Muitos a aconselham a desistir, porque às vezes os projetos falham, as autoridades não demonstram interesse e pessoas que por simples vaidade apossaram-se de pertences de seus avós, pagando altas somas por eles, não concordam em expô-los, para benefício da comunidade, no Museu do Cangaço. Essa posição precisa ser revista, pois se todos agissem dessa maneira egoísta, o Museu do Louvre, por exemplo, estaria vazio, e as obras ali expostas estariam espalhadas por residências particulares, longe dos olhos do público
"É muito importante que instituições públicas e particulares doem ao Museu as peças que contam esta importante parte da história brasileira", conclui Vera.
 
O AUTOR
Antonio Amaury é considerado o maior pesquisador do cangaço do Brasil. Seu interesse pelo assunto começou quando tinha apenas 16 anos, lendo literatura de cordel, mais especificamente um folheto intitulado "Morto em combate Corisco, o Diabo Loiro".
Nascido em 1934, sua curiosidade sobre o tema do cangaço levou-o a procurar revistas, jornais, livros e qualquer material de pesquisa que pudesse informá-lo sobre as aventuras dos cangaceiros
Sua ânsia de saber mais o levou 25 vezes para o nordeste, onde foi conversar com policiais, coiteiros, cangaceiros e seus amigos e parentes. Passou muito tempo em companhia de Dadá, esposa de Corisco, uma verdadeira enciclopédia sobre a vida cangaceira. Dadá esteve hospedada em sua casa, em São Paulo, durante mais de 5 meses. Amaury ainda conversou com o próprio João Bezerra da Silva, comandante da volante que matou Lampião e Maria Bonita, personagens presentes neste livro.
Seu conhecimento é constantemente procurado para enriquecer, como consultor, roteiros de filmes, novelas e qualquer outro tipo de produção sobre o tema.
Amaury possui, em sua residência em São Paulo, o maior acervo de pesquisas sobre o assunto, além de ser autor de outros 5 livros, mencionados na bibliografia desta obra.